Que Assim Seja!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ervas na Umbanda - Espada de São Jorge



A espada de São Jorge (ou espada de Ogum) possui a propriedade de neutralizar energias negativas nos ambientes, justamente por isso está sempre presente nos terreiros de Umbanda e nas casas dos umbandistas.  De origem africana, é altamente resistente ao sol, ao calor e à fata de água. É muito usada pelas entidades para dar passes nos consulentes e também, embora em menor proporção, em banhos. O simples fato de ter um vaso com espada de São Jorge já ajuda a afastar e neutralizar energias indesejadas. Nome científico: Sansevieria Zeylanica Willd.




Texto de: Douglas Fersan

Blog: Umbanda em Debate
Imagem tirada do Blog: Cura e Auto Cura

Ervas na Umbanda: Arruda



Uma das ervas mais comuns na Umbanda. Seu uso é feito através da defumação e de banhos e as partes utilizadas são as folhas. Sua principal função é fazer a limpeza astral e afastar as energias negativas. É uma erva de Oxóssi, mas também muito utilizada pelos pretos velhos. Há quem diga que a arruda funciona como um "termômetro espiritual", ou seja, quando as energias do ambiente estão equilibradas, suas folhas e galhos se mantêm vivas e empinadas. Quando o ambiente está carregado de energias negativas, ela tende a absorvê-las, por isso fica murcha e pode secar. Trata-se de uma das chamadas "ervas quentes", ou seja, aquelas que têm a propriedade de realizar limpezas energéticas mais pesadas.




Texto de:
Douglas Fersan
Blog: Umbanda em Debate
Imagem Tirada da Internet

A Calunga Grande.


O termo "calunga" é de origem bantu e tradicionalmente faz referência à morada dos mortos, ou mais comumente, ao cemitério.  Assim, sempre que nos referimos à calunga, estamos nos referindo ao campo santo, o cemitério, o local os despojos carnais são depositados.  No entanto, essa palavra assumiu uma outra dimensão.

Ao serem capturados (ou ao ver seus irmãos sendo feitos cativos) e colocados em navios negreiros, os africanos passaram a ver o mar como um grande cemitério, já que a viagem rumo à escravidão representava uma espécie de morte em vida.  Era como se o mar levasse embora tudo que lhes era precioso: os costumes, a crença, a dignidade, o convívio com os entes queridos e, principalmente, a liberdade.  Dessa forma, o mar passou a ser encarado como uma grande calunga, ou seja, como um grande cemitério.

Assim surgem dois novos verbetes no vocabulário do negro – e que viriam integrar o dialeto das religiões com matiz africana: a calunga grande (o mar) e a calunga pequena (o cemitério propriamente dito).

Há um aparente paradoxo na utilização desse termo para se referir ao mar, afinal não é ele um dos reinos dos orixás?  Não seria o mar a origem da vida?  Então como relacioná-lo à morte?

Não esqueçamos que a morte (iku em yorubá) não representa o fim, e sim uma transformação.  Não esqueçamos também que Omolu, o orixá da cura, mas também da morte (no sentido de transformação, não de fim), e Iemanjá, a rainha do mar, o princípio e a origem da vida, da maternidade, da concepção. 

O que parece ser um paradoxo é, na verdade, a explicação para essa questão.  Ao mesmo tempo em que o mar representava a morte aos cativos, representava também um renascimento no Brasil.  Não que esse renascimento fosse algo agradável, longe de defender a escravidão, mas era um renascimento no sentido de levar a sua cultura, as suas crenças, os seus orixás a terras tão distantes.  Era como se a o pai Omolu determinasse o fim em terras africanas e Iemanjá um recomeço em novas terras, permitindo assim que os povos americanos tivessem a oportunidade de conhecer as divindades pelo ponto de vista africano, e não do europeu, tradicionalmente cristão/católico.  Concluímos que aqueles negros cativos, bravos heróis, deram a sua liberdade e a sua vida para nos agraciar com a crença e o conhecimento sobre os divinos orixás, inkisses e voduns.  Graças a eles e à sua heroica resistência hoje temos a oportunidade de cultuar essas entidades, sem a viseira das religiões tradicionais da Europa.

Assim sendo, o mar, chamado de calunga grande, que representou em tempos idos um gigantesco cemitério, é para nós um reino sagrado, que nos trouxe essa oportunidade.  A quem cultua as divindades do panteão africano não basta reverenciar seus reinos sagrados, é preciso conhecer os seus fundamentos e história.    Ao colocar os pés na água do mar, não esqueça de saudar os divinos orixás, a vida e aos nossos ancestrais cativos, a quem devemos tanto.



Texto de: Douglas Fersan
Imagem e texto do Blog: Umbanda em Debate


Pensamentos, Obras e Ações







Estou aqui no meu quarto, e me pego a questionar!
Sei o que quero?
Sei o que me rege?
Talvez agora possa responder:
- Quero a Paz, Amor e a Fé.
Quero Perdão e a Leme de meu Pai Oxalá.
Quero ser sua filha, ainda pequenina e começando a caminhar.
Caminhar para a Espiritualidade, caminhar para o aprendizado, crescimento e amadurecimento do meu Espirito.
Quero ser a mais pequenina e humilde, entre todos meus irmãos, mais perante o Nosso Pai gigante no pensamento, obras e ações.
Me ensina Pai, o que devo fazer, para que o orgulho e arrogância, nunca se aproxime de mim.
Quero ser o que Senhor espera de mim. 
Um ser de luz, a todos que se aproximarem de mim sentir sua presença.
Não me deixes sozinha nesse mundo de pecados e destruição, onde tantos só pensam na matéria.
Quero ser a Luz pequenina da vela que ilumina a escuridão, levando a Paz a todos irmãos.
Me perdoa Pai, a minha pretensão.
Mas a Humildade e caridade foi seu Filho que nos deixou.
Hoje aqui quero agradecer, de todo meu coração ao meu Pai Oxalá, e todos Orixás, pelas oportunidades me dada para seguir em frente a minha caminhada.
E Que Assim Seja!





Texto de: Maria de Lourdes Barros Fonseca
Imagem de Tirada da Web: Boas Novas

'Sua curiosidade vai fazer você encontrar o caminho certo' Atotô Obaluaê