Que Assim Seja!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A Vida. Atotô Obaluaê!



Hoje falarei sobre Seu Omulu, meu Pai Omulu... Atotô Obaluaê!
No momento que conheci as pessoas, que conheci esse Orixá maravilhoso, minha vida mudou completamente, não só a minha mas sim de minha família, e digo pra melhor, com erros, e acertos. Somos seres humanos, e erramos muitas vezes, mas sempre querendo concertar os erros cometidos e sempre com ótimas orientações, do nosso Orixá Omulu nosso pai... que nos acolheu com amor de pai com seus filhos...
E as pessoas que nos levou até Seu Omulu, só tenho que agradecer, e como sempre falo são pessoas maravilhosas, que a amo-os e sempre amarei... pela gratidão que tenho a essas pessoas... Porque meu Pai Oxalá sabe do coração de cada um de seus filhos aqui na terra... e meu pai Omulu também sabe...
Orixá Omulu representa pra mim a chave da vida eterna, com ensinamentos da vida, lhe mostrando o caminho, não nos entregando nada em mão beijada, e sim nos ensinando a pescar, nos ensinando a ter a compreensão, o entendimento, o amor ao próximo, a caridade, humildade, respeito principalmente...
Coisas simples que para nós seres humanos parecem ser um pouco complicado, mas com o tempo vamos assimilando aos poucos e vamos entendendo, uns demora um pouco mais, outros aprendem um pouco mais rapido... mas sempre continuaremos aprendendo cada vez mais...
E esse Orixá maravilhoso que é Seu Omulu, com a permissão de nosso Pai Oxalá ele esta presente para esta orientando seus filhos...
Não tenho explicações para falar à vocês o quanto sou grata por Vós Seu Omulú, por ter reafirmando nossa Fé em Deus e a Ti meu pai Omulú... Se erramos iremos aprender com os nossos erros... e sim não cair nas tentações do mundo, dos inimigos como Vós sempre nos orientou Seu Omulu.
E Vós sempre nos falou: Toda Ação tem uma Reação.
E isso sempre levarei comigo na minha mente e coração!
Obrigado seu Omulu meu pai, por todo seu ensinamento...
Obrigada meu Pai Oxalá, por essa oportunidade maravilhosa, por fazer parte de minha vida pessoas, Orixás, Entidades maravilhosas que sempre estarão presentes em meu coração e mente!
Axé meu Pai Oxalá, Axé meu pai Atotô Obaluaê!
Axé a minha Família de sangue e de não sangue!
Axé a Todos!

PS.: MEU AMOR É ETERNO!

ATOTÔ OBALUAÊ!

Palavras de Érica Fonseca!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ser Umbandista e Ser Espírita!



Ser espírita e ser umbandista é ter o coração aberto ao prato e à dor alheia em rude tempestade!
é ser o abrigo e o porto, a nau em rumo incerto, a brisa, a luz e o amor nas adversidades!
Ser espírita é ter em si, a descoberto, as lições do Evangelho em fulgidas verdades; é perdoar e ter espírito referto das vibrações do Cristo em doces claridades admiração.
É semear o trigo entre espinhos e flores, arar a terra seca, infértil, pedregosa, cobri-la com o suor e a lagrima das dores!
Ser espírita é rir...é orar em cada canto.
Ao estender a mão já trêmula e calosa.
Pra levantar alguém que jaz caído em pranto!


Mensagem de Heitor Luz Filho
Retirado do Livro: Uma Janela Para o Céu.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ervas na Umbanda - Espada de São Jorge



A espada de São Jorge (ou espada de Ogum) possui a propriedade de neutralizar energias negativas nos ambientes, justamente por isso está sempre presente nos terreiros de Umbanda e nas casas dos umbandistas.  De origem africana, é altamente resistente ao sol, ao calor e à fata de água. É muito usada pelas entidades para dar passes nos consulentes e também, embora em menor proporção, em banhos. O simples fato de ter um vaso com espada de São Jorge já ajuda a afastar e neutralizar energias indesejadas. Nome científico: Sansevieria Zeylanica Willd.




Texto de: Douglas Fersan

Blog: Umbanda em Debate
Imagem tirada do Blog: Cura e Auto Cura

Ervas na Umbanda: Arruda



Uma das ervas mais comuns na Umbanda. Seu uso é feito através da defumação e de banhos e as partes utilizadas são as folhas. Sua principal função é fazer a limpeza astral e afastar as energias negativas. É uma erva de Oxóssi, mas também muito utilizada pelos pretos velhos. Há quem diga que a arruda funciona como um "termômetro espiritual", ou seja, quando as energias do ambiente estão equilibradas, suas folhas e galhos se mantêm vivas e empinadas. Quando o ambiente está carregado de energias negativas, ela tende a absorvê-las, por isso fica murcha e pode secar. Trata-se de uma das chamadas "ervas quentes", ou seja, aquelas que têm a propriedade de realizar limpezas energéticas mais pesadas.




Texto de:
Douglas Fersan
Blog: Umbanda em Debate
Imagem Tirada da Internet

A Calunga Grande.


O termo "calunga" é de origem bantu e tradicionalmente faz referência à morada dos mortos, ou mais comumente, ao cemitério.  Assim, sempre que nos referimos à calunga, estamos nos referindo ao campo santo, o cemitério, o local os despojos carnais são depositados.  No entanto, essa palavra assumiu uma outra dimensão.

Ao serem capturados (ou ao ver seus irmãos sendo feitos cativos) e colocados em navios negreiros, os africanos passaram a ver o mar como um grande cemitério, já que a viagem rumo à escravidão representava uma espécie de morte em vida.  Era como se o mar levasse embora tudo que lhes era precioso: os costumes, a crença, a dignidade, o convívio com os entes queridos e, principalmente, a liberdade.  Dessa forma, o mar passou a ser encarado como uma grande calunga, ou seja, como um grande cemitério.

Assim surgem dois novos verbetes no vocabulário do negro – e que viriam integrar o dialeto das religiões com matiz africana: a calunga grande (o mar) e a calunga pequena (o cemitério propriamente dito).

Há um aparente paradoxo na utilização desse termo para se referir ao mar, afinal não é ele um dos reinos dos orixás?  Não seria o mar a origem da vida?  Então como relacioná-lo à morte?

Não esqueçamos que a morte (iku em yorubá) não representa o fim, e sim uma transformação.  Não esqueçamos também que Omolu, o orixá da cura, mas também da morte (no sentido de transformação, não de fim), e Iemanjá, a rainha do mar, o princípio e a origem da vida, da maternidade, da concepção. 

O que parece ser um paradoxo é, na verdade, a explicação para essa questão.  Ao mesmo tempo em que o mar representava a morte aos cativos, representava também um renascimento no Brasil.  Não que esse renascimento fosse algo agradável, longe de defender a escravidão, mas era um renascimento no sentido de levar a sua cultura, as suas crenças, os seus orixás a terras tão distantes.  Era como se a o pai Omolu determinasse o fim em terras africanas e Iemanjá um recomeço em novas terras, permitindo assim que os povos americanos tivessem a oportunidade de conhecer as divindades pelo ponto de vista africano, e não do europeu, tradicionalmente cristão/católico.  Concluímos que aqueles negros cativos, bravos heróis, deram a sua liberdade e a sua vida para nos agraciar com a crença e o conhecimento sobre os divinos orixás, inkisses e voduns.  Graças a eles e à sua heroica resistência hoje temos a oportunidade de cultuar essas entidades, sem a viseira das religiões tradicionais da Europa.

Assim sendo, o mar, chamado de calunga grande, que representou em tempos idos um gigantesco cemitério, é para nós um reino sagrado, que nos trouxe essa oportunidade.  A quem cultua as divindades do panteão africano não basta reverenciar seus reinos sagrados, é preciso conhecer os seus fundamentos e história.    Ao colocar os pés na água do mar, não esqueça de saudar os divinos orixás, a vida e aos nossos ancestrais cativos, a quem devemos tanto.



Texto de: Douglas Fersan
Imagem e texto do Blog: Umbanda em Debate


Pensamentos, Obras e Ações







Estou aqui no meu quarto, e me pego a questionar!
Sei o que quero?
Sei o que me rege?
Talvez agora possa responder:
- Quero a Paz, Amor e a Fé.
Quero Perdão e a Leme de meu Pai Oxalá.
Quero ser sua filha, ainda pequenina e começando a caminhar.
Caminhar para a Espiritualidade, caminhar para o aprendizado, crescimento e amadurecimento do meu Espirito.
Quero ser a mais pequenina e humilde, entre todos meus irmãos, mais perante o Nosso Pai gigante no pensamento, obras e ações.
Me ensina Pai, o que devo fazer, para que o orgulho e arrogância, nunca se aproxime de mim.
Quero ser o que Senhor espera de mim. 
Um ser de luz, a todos que se aproximarem de mim sentir sua presença.
Não me deixes sozinha nesse mundo de pecados e destruição, onde tantos só pensam na matéria.
Quero ser a Luz pequenina da vela que ilumina a escuridão, levando a Paz a todos irmãos.
Me perdoa Pai, a minha pretensão.
Mas a Humildade e caridade foi seu Filho que nos deixou.
Hoje aqui quero agradecer, de todo meu coração ao meu Pai Oxalá, e todos Orixás, pelas oportunidades me dada para seguir em frente a minha caminhada.
E Que Assim Seja!





Texto de: Maria de Lourdes Barros Fonseca
Imagem de Tirada da Web: Boas Novas

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Espírito tem forma?


Espírito tem forma? - por Douglas Fersan

Um tabu que permeia o meio umbandista é aquele sobre as imagens das entidades.  Como realmente seria o Caboclo Tupinambá?  Qual a aparência do Exu Marabô?  Com quem se parece o Preto Velho Pai João Benedito? 

Nossos olhos, extremamente humanos e carnais pedem uma representação - isso não acontece somente na Umbanda, a Igreja Católica faz uso das imagens há séculos a fim de estabelecer um elo entre o fiel, sua fé e o santo representado.  O princípio dessa lógica na Umbanda não é muito diferente, porém temos, em nossa religião, uma particularidade a essa respeito.

Em primeiro lugar, sabemos que as entidades de Umbanda trabalham em falanges, isso significa, na prática, que não existe apenas um Caboclo Tupinambá, um Exu Marabô ou um Preto Velho Chamado Pai João Benedito.   Existem sim várias -  centenas ou milhares - entidades que trabalham em cada uma dessas falanges e, como a Umbanda é uma religião que prima pela humildade, pelo trabalho sem estrelismos, cada um dos trabalhadores dessas falanges assume o nome de seu líder.  Isso explica porque baixam dois, três ou mais Zés Pelintras num mesmo terreiro, no mesmo momento: porque são diversos trabalhadores da mesma falange usando o mesmo nome.

Mas e quanto à sua forma física?  Ou melhor, quanto à sua forma espiritual?  Será que todos aqueles que se apresentam como Zé Pelintra são negros e vestem terno branco e chapéu panamá?  Se houver essa regra quanto à aparência, algo não faz sentido nessa história de os espíritos trabalharem em falanges.

Uma coisa que chama a atenção é o fato de os caboclos, que representam e estereótipo do nativo brasileiro, ser muitas vezes representados como os caciques estadunidenses, com aqueles cocares típicos que se arrastam ao chão.  Mais alguma coisa não faz sentido.

É provável que as pombogiras sejam realmente bonitas, isso faz parte do seu estereótipo, mas por que será que alguns insistem em representá-las, tanto nas pinturas como nas imagens de gesso, com roupas vulgares (diferente de sensuais) e às vezes até seminuas?  Será que alguns umbandistas querem reforçar o senso comum de que elas eram prostitutas.  Erro crasso, e se alguém discordar, que venham as pedras, não caio no senso comum.

Os compadres exus provavelmente são os que mais sofrem com as deturpações sobre a sua imagem.  Basta ir a uma loja de artigos de Umbanda para encontrarmos imagens de exus com chifres, pernas de bode e rabo com uma seta na ponta.  Existe até uma explicação histórica para isso: a fim de manter os intolerantes afastados, usava-se essas imagens para assustá-los e evitar que profanassem os trabalhos entregues em encruzilhadas e outros pontos de força.  Porém essa interpretação das coisas parece ter apenas se reforçado com o tempo.  Tendo exu um caráter extrovertido, talvez até tenha se divertido (e se utilizado) dessa situação em algum momento, mas não podemos tomar isso como via de regra.

Certa vez, conversando com o Exu Pimenta, ele me disse ser um senhor muito respeitável e como tal, gostava de estar sempre elegante e com boa aparência, mas que as pessoas insistiam em representá-lo de uma forma assustadora.  Disse que o seu trabalho independia dessa imagem que haviam criado para ele, mas que havia um equívoco nela.

Muitas vezes esquecemos que espírito não tem forma, é energia.  É provável que muitas vezes assuma a forma que lhe convém.  Mas que fique bem claro: que convém a ele, e não a nós, que temos a infantil tendência de mistificar e folclorizar as entidades que tanto nos servem.  Um pouco de estudo e critério nesse assunto com certeza nos seria útil, pois nos faria mais respeitados se fôssemos menos folclóricos.

Umbanda é religião, não é folclore.



Texto de: Douglas Fersan.
Tirado do Blog: Umbanda em Defesa
Imagem do Facebook: Lar do Preto Velho

'Sua curiosidade vai fazer você encontrar o caminho certo' Atotô Obaluaê